
Continuando a exemplificar algumas actividades do CIRC inclui-se agora um novo poema, do livro já referido
Era uma vez …o vento
A história do vento perde-se no tempo.
Começou há muito, muito tempo
quando começou a história do ar
de que precisamos para respirar.
Embora não o possamos ver - é transparente -
sabemos que à nossa volta está presente.
Do mesmo modo não vemos a vidraça da janela, se limpinha,
e por isso há dias bateu nela a Joaninha
e ficou com um galo na cabeça.
Também o ar, embora não pareça,
não se consegue ver, mas está lá.
A história do vento perde-se no tempo.
Começou há muito, muito tempo
quando começou a história do ar
pois o vento não é mais do que o ar em movimento,
ora lento, ora agitado, ora brisa ou ventania,
vendaval, ou furacão, quer de noite, quer de dia,
seja Inverno seja Verão,
a soprar qual melodia, a rugir como leão.
Se vem dos lados do mar pode ter um gosto a sal,
talvez saiba a especiaria se é um vento oriental.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento
que, lento, faz os veleiros deslizar sobre o mar,
faz as velas dos moinhos lentamente girar,
os moinhos onde em farinha se transforma o grão
com que mais tarde se irá fazer o pão.
O grão, milho, trigo ou centeio,
cresce em searas verdejantes
que o vento, em longo devaneio,
faz ondular como se fossem um mar
de estranhos navegantes.
E quando as searas se tornam douradinhas,
a brisa ao passar, fá - las ondular
como cabelos de loiras princesinhas.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento,
que às vezes fustiga o rosto da Sofia e o do Paulinho
quando se deslocam para a escola, de manhã muito cedinho
no Inverno muito frio. Só de pensar, que arrepio…
A história do vento perde-se no tempo.
Começou há muito, muito tempo
quando começou a história do ar
pois o vento não é mais do que o ar em movimento
e, quando manso, pode ajudar os balões,
para-pentes, aviões, pombas, gaivotas, falcões a vaguear pelo ar.
O vento que empurra as nuvens fofinhas
que parecem de algodão,
feitas de água em gotinhas, muito mais que um milhão.
Libertas de rios e mares, pela evaporação,
em vapor sobem nos ares.
Lá bem no alto faz frio, um frio de tiritar.
O vapor passa a gotinha
e as gotinhas, bem juntinhas, formam as nuvens no ar.
Cada vez com mais gotinhas as nuvens ficam gordinhas,
por vezes ficam escurinhas
até que, de tão pesadas,
as gotas aprisionadas caem e tombam no chão.
Eis a chuva desejada para a terra ressequida,
onde é esperança de vida.
O vento que a transportou, pelo caminho, em muitas terras passou,
muitas histórias ouviu, e algumas repetiu durante a sua viagem,
bastava escutar a aragem que passava de mansinho.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento
que transporta as sementinhas longe, longe pelo ar
e assim se vão espalhar para dar novas plantinhas
aqui, ali, mais além, gerando assim novas vidas
novos frutos e sabores, novas cores e novas flores
que enchem o ar de odores que vão perfumar o vento.
No quarto da Catarina cheirava bem,
a jasmim, um odor que suaviza.
Vinha o cheiro do jardim transportado pela brisa.
Como é traquina o vento….
Brinca com as folhas no chão,
que giram como um pião e rodopiam no ar.
Bem que a Rita corre, corre, a ver se as pode apanhar….
Como é atrevido o vento….
Sobe no ar, colorido,
o papagaio de papel do Tiago Emanuel
e batem palmas de alegria os meninos lá da rua.
Mas, de súbito, a brisa transforma-se em ventania.
O papagaio de papel nunca mais alguém o viu.
Há quem diga que fugiu e anda a esvoaçar na Lua.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento.
Mas há quem estrague o ar com fumos, poluições,
são fábricas, são automóveis, motoretas, camiões.
O ar fica então zangado, e por esta e outras razões
surgem as inundações, vendavais e furacões.
Mas ao ar que é meigo, terno, não apraz um tal inferno.
E então, surge a acalmia, ao de leve acaricia os cabelos das crianças,
as flores, as ondas do mar que tão bem faz ondular
nas mais graciosas danças.
E porque gosta de ajudar lá vai o vento empurrar
nas regatas os veleiros, como outrora empurrou velas
das naus e das caravelas em que ousados portugueses,
corajosos marinheiros, por mares negros e profundos,
por entre sérios revezes, descobriram novos mundos.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento
que hoje tão bem faz girar, mesmo no cimo do monte,
as asas dos geradores que de energia são fonte,
gerando electricidade que depois vai ser usada na aldeia e na cidade.
A avó do Zé Maria contou-lhe, que lá na aldeia
quando se findava o dia, nos seus tempos de criança,
a luz era da candeia, do lampião ou da vela
cuja chama amarela, lentamente oscila e dança
enquanto desenha sombras nas paredes e no chão.
E nesse lento oscilar lança fuligem para o ar.
O ar, em movimento, gera o vento.
e sempre, sempre em movimento, não se cansa de ajudar
Vai buscar lá ao deserto, que nem sempre fica perto,
um pouquinho de ar quente, que o Sol de longe aqueceu,
para levar àquela gente que está no monte com neve,
bem mais pertinho do céu,
aonde se diz que o ar é mais puro e é mais leve…
E se entretanto repara que num outro continente a má sorte é o calor
vai levar-lhes ar fresquinho, vai buscá-lo ao pólo norte,
um bom refrigerador.
Sempre numa roda viva não se queixa de fadiga
e se está de mau humor talvez seja por que Eolo,
que dos ventos é senhor acordou mal humorado,
irado com os humanos que ao longo de muitos anos
têm feito ao ar muitos danos:
têm o ar desprezado, muitas vezes maltratado.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento.
Ainda há tempos, bem cedinho,
beijou a areia da praia e acariciou as vagas,
fez festas nos caracóis da Inês e do Pedrinho
que estavam à beira-mar
a brincar com as conchas e as algas.
Era em pleno mês de Agosto.
Sussurrou a Inês baixinho “Gosto quando tu me afagas”.
E o vento, emocionado, beijou a Inês no rosto e fugiu envergonhado.
É assim o vento, cuja história ele guarda na memória
e vai contando às estrelas, também à lua e ao sol
às baleias e às areias dos extensos areais,
às crianças e às flores, ao pequeno caracol,
aos insectos, aos pardais, às gaivotas, aos golfinhos,
a todos os seres que encontra em qualquer dos seus caminhos
por esse espaço sem fim.
Num dia em que eu estava triste, contou-me esta história a mim.
Vejamos a exploração de um excerto onde se faz referência a um submarino
A história do vento perde-se no tempo.
Começou há muito, muito tempo
quando começou a história do ar
de que precisamos para respirar.
Embora não o possamos ver - é transparente -
sabemos que à nossa volta está presente.
Do mesmo modo não vemos a vidraça da janela, se limpinha,
e por isso há dias bateu nela a Joaninha
e ficou com um galo na cabeça.
Também o ar, embora não pareça,
não se consegue ver, mas está lá.
A história do vento perde-se no tempo.
Começou há muito, muito tempo
quando começou a história do ar
pois o vento não é mais do que o ar em movimento,
ora lento, ora agitado, ora brisa ou ventania,
vendaval, ou furacão, quer de noite, quer de dia,
seja Inverno seja Verão,
a soprar qual melodia, a rugir como leão.
Se vem dos lados do mar pode ter um gosto a sal,
talvez saiba a especiaria se é um vento oriental.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento
que, lento, faz os veleiros deslizar sobre o mar,
faz as velas dos moinhos lentamente girar,
os moinhos onde em farinha se transforma o grão
com que mais tarde se irá fazer o pão.
O grão, milho, trigo ou centeio,
cresce em searas verdejantes
que o vento, em longo devaneio,
faz ondular como se fossem um mar
de estranhos navegantes.
E quando as searas se tornam douradinhas,
a brisa ao passar, fá - las ondular
como cabelos de loiras princesinhas.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento,
que às vezes fustiga o rosto da Sofia e o do Paulinho
quando se deslocam para a escola, de manhã muito cedinho
no Inverno muito frio. Só de pensar, que arrepio…
A história do vento perde-se no tempo.
Começou há muito, muito tempo
quando começou a história do ar
pois o vento não é mais do que o ar em movimento
e, quando manso, pode ajudar os balões,
para-pentes, aviões, pombas, gaivotas, falcões a vaguear pelo ar.
O vento que empurra as nuvens fofinhas
que parecem de algodão,
feitas de água em gotinhas, muito mais que um milhão.
Libertas de rios e mares, pela evaporação,
em vapor sobem nos ares.
Lá bem no alto faz frio, um frio de tiritar.
O vapor passa a gotinha
e as gotinhas, bem juntinhas, formam as nuvens no ar.
Cada vez com mais gotinhas as nuvens ficam gordinhas,
por vezes ficam escurinhas
até que, de tão pesadas,
as gotas aprisionadas caem e tombam no chão.
Eis a chuva desejada para a terra ressequida,
onde é esperança de vida.
O vento que a transportou, pelo caminho, em muitas terras passou,
muitas histórias ouviu, e algumas repetiu durante a sua viagem,
bastava escutar a aragem que passava de mansinho.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento
que transporta as sementinhas longe, longe pelo ar
e assim se vão espalhar para dar novas plantinhas
aqui, ali, mais além, gerando assim novas vidas
novos frutos e sabores, novas cores e novas flores
que enchem o ar de odores que vão perfumar o vento.
No quarto da Catarina cheirava bem,
a jasmim, um odor que suaviza.
Vinha o cheiro do jardim transportado pela brisa.
Como é traquina o vento….
Brinca com as folhas no chão,
que giram como um pião e rodopiam no ar.
Bem que a Rita corre, corre, a ver se as pode apanhar….
Como é atrevido o vento….
Sobe no ar, colorido,
o papagaio de papel do Tiago Emanuel
e batem palmas de alegria os meninos lá da rua.
Mas, de súbito, a brisa transforma-se em ventania.
O papagaio de papel nunca mais alguém o viu.
Há quem diga que fugiu e anda a esvoaçar na Lua.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento.
Mas há quem estrague o ar com fumos, poluições,
são fábricas, são automóveis, motoretas, camiões.
O ar fica então zangado, e por esta e outras razões
surgem as inundações, vendavais e furacões.
Mas ao ar que é meigo, terno, não apraz um tal inferno.
E então, surge a acalmia, ao de leve acaricia os cabelos das crianças,
as flores, as ondas do mar que tão bem faz ondular
nas mais graciosas danças.
E porque gosta de ajudar lá vai o vento empurrar
nas regatas os veleiros, como outrora empurrou velas
das naus e das caravelas em que ousados portugueses,
corajosos marinheiros, por mares negros e profundos,
por entre sérios revezes, descobriram novos mundos.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento
que hoje tão bem faz girar, mesmo no cimo do monte,
as asas dos geradores que de energia são fonte,
gerando electricidade que depois vai ser usada na aldeia e na cidade.
A avó do Zé Maria contou-lhe, que lá na aldeia
quando se findava o dia, nos seus tempos de criança,
a luz era da candeia, do lampião ou da vela
cuja chama amarela, lentamente oscila e dança
enquanto desenha sombras nas paredes e no chão.
E nesse lento oscilar lança fuligem para o ar.
O ar, em movimento, gera o vento.
e sempre, sempre em movimento, não se cansa de ajudar
Vai buscar lá ao deserto, que nem sempre fica perto,
um pouquinho de ar quente, que o Sol de longe aqueceu,
para levar àquela gente que está no monte com neve,
bem mais pertinho do céu,
aonde se diz que o ar é mais puro e é mais leve…
E se entretanto repara que num outro continente a má sorte é o calor
vai levar-lhes ar fresquinho, vai buscá-lo ao pólo norte,
um bom refrigerador.
Sempre numa roda viva não se queixa de fadiga
e se está de mau humor talvez seja por que Eolo,
que dos ventos é senhor acordou mal humorado,
irado com os humanos que ao longo de muitos anos
têm feito ao ar muitos danos:
têm o ar desprezado, muitas vezes maltratado.
É assim o vento cuja história começou há muito tempo,
o vento que não é mais do que o ar em movimento.
Ainda há tempos, bem cedinho,
beijou a areia da praia e acariciou as vagas,
fez festas nos caracóis da Inês e do Pedrinho
que estavam à beira-mar
a brincar com as conchas e as algas.
Era em pleno mês de Agosto.
Sussurrou a Inês baixinho “Gosto quando tu me afagas”.
E o vento, emocionado, beijou a Inês no rosto e fugiu envergonhado.
É assim o vento, cuja história ele guarda na memória
e vai contando às estrelas, também à lua e ao sol
às baleias e às areias dos extensos areais,
às crianças e às flores, ao pequeno caracol,
aos insectos, aos pardais, às gaivotas, aos golfinhos,
a todos os seres que encontra em qualquer dos seus caminhos
por esse espaço sem fim.
Num dia em que eu estava triste, contou-me esta história a mim.
Vejamos a exploração de um excerto onde se faz referência a um submarino
Algumas Actividades
Como podemos mostrar que o ar existe?
Experiência 1
Coloca água na tina.
Puxa o êmbolo da seringa, sem agulha, até ao limite máximo.
Introduz a outra extremidade na tina com água e empurra o êmbolo.
Descreve o que observas.
Experiência 2
Enche uma garrafa com água e inverte-a numa tina também com água.
Puxa o êmbolo da seringa até ao limite máximo.
Aproxima a extremidade da seringa do gargalo da garrafa mergulhada
na água e empurra o êmbolo. Descreve o que observas.
Experiência 3
Para esta actividade dispões do material que a figura ilustra.
(suporte, um pauzinho e dois balões)
O que prevês que aconteça se encheres um dos balões
com ar? Verifica.
Coloca água na tina.
Puxa o êmbolo da seringa, sem agulha, até ao limite máximo.
Introduz a outra extremidade na tina com água e empurra o êmbolo.
Descreve o que observas.
Experiência 2
Enche uma garrafa com água e inverte-a numa tina também com água.
Puxa o êmbolo da seringa até ao limite máximo.
Aproxima a extremidade da seringa do gargalo da garrafa mergulhada
na água e empurra o êmbolo. Descreve o que observas.
Experiência 3
Para esta actividade dispões do material que a figura ilustra.
(suporte, um pauzinho e dois balões)
O que prevês que aconteça se encheres um dos balões
com ar? Verifica.
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