CIRC NASONI

No CIRC, se souberes procurar, ciência, magia e poesia irás encontrar







Na Escola E.B. 2/3 Nicolau Nasoni, Rua Santo António de Contumil, Porto, funciona desde 2006 o CIRC (Criado no âmbito do Projecto “Literacias na Década do Desenvolvimento Sustentável: o trabalho experimental na sua promoção” (PVI-1726). O projecto, orientado pela Universidade de Aveiro, tinha a duração de dois anos durante os quais foi financiado pelo Programa Ciências Viva.



Só com muito empenho dedicação de alguns professores, e algumas ajudas, nomeadamente da Escola e da Junta de Freguesia, o CIRC tem continuado em funcionamento.



Neste link poderão conhecer mais sobre o CIRC e, muito em particular, sobre as actividades que são levadas a cabo em 2009/2010



Destinatários do CIRC


Alunos do Agrupamento Vertical das Antas (desde o pré-escolar ao 9º ano), bem como alunos de outras escolas na mesma faixa etária



OBJECTIVOS do CIRC



- Desenvolver, desde cedo, uma literacia científica que ajude a compreender o mundo em que vivemos

- Explorar o mundo natural e social através de múltiplas vias, nomeadamente a experimentação

- Sensibilizar a curiosidade e o respeito pelo mundo que nos rodeia

- Contribuir para o crescimento integral das crianças e dos jovens, numa perspectiva multi e transdisciplinar



ACTIVIDADES que se desenvolvem no CIRC



Todas as actividades do Centro terão por base a exploração de textos literários, adequados à faixa etária a que o Centro se destina.

As crianças/jovens serão solicitados, antes da visita a ouvir e/ou ler excertos de textos. Estes textos irão ser explorados com diversas actividades experimentais durante a visita (ver costas do folheto).





NORMAS de FUNCIONAMENTO



- O Centro funciona às 5ª feiras entre as 15.00h e as 16.30h (embora possa haver alterações de ano para ano lectivo)



- O número de alunos por visita é limitado a uma turma (ou a 20 crianças no ensino pré-escolar)



- O/A Professor(a) que acompanha os alunos deverá estar presente durante toda a visita



- A visita do Centro carece de inscrição prévia



- No acto de inscrição deverão ser indicados entre outros dados, o número de alunos e o nível etário



CONTACTOS



. correio normal ( Escola EB 2/3 Nicolau Nasoni)



. e-mail (nncirc@gmail.com)



. telefone ( 22 5507902/3)



No sentido de potenciar a qualidade educativa das actividades realizadas no CIRC é solicitada a cada professor visitante a sua avaliação.



COMO SE DÁ A CONHECER O TRABALHO DO CIRC



Os alunos fazem trabalhos sobre as visitas que poderão, conjuntamente com fotos das actividades, ser expostos nas respectivas salas de aula e/ou numa exposição colectiva na Escola Nicolau Nasoni .



A partir de agora, neste link irão sendo actualizadas as informações sobre o CIRC e suas actividades







CIRC em acção 2009/ 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O que fazem as crianças no CIRC?


Todas as actividades do CIRC têm por base a exploração de textos literários,
adequados à faixa etária a que o centro se destina.
Têm sido explorados fundamentalmente os textos Era uma vez …o mar, Era uma vez … o vento, Era uma vez… um planeta ( in Gouveia, R. (2006), Era uma vez … Ciência e Poesia no Reino da Fantasia, Campo das Letras, livro que já vai na 2ª Edição, e é recomendado no âmbito do Plano Nacional de Leitura.
As crianças/jovens são solicitados a ouvir e/ou ler os textos. A partir de certos excertos são sugeridas e realizadas diversas actividades experimentais com vista à construção de alguns conceitos científicos .
Seguem-se os textos e exemplos de exploração.

Era uma vez o mar

Era uma vez um menino que brincava à beira mar
com conchinhas e areia.
Tanto brincou e correu que por fim adormeceu
e começou a sonhar com muitas, muitas histórias
que sempre ouvira contar ao seu avô marinheiro.
Sonhou com a maré cheia e que iria navegar.
Pegou na mesa da sala, pô-la de pernas para o ar
assim arranjou um barco
e, sem qualquer sobressalto, navegou para o mar alto.
Disse adeus a uma conchinha que estava ali mesmo ao lado
e à gaivota e à fragata que passaram a voar.
Era quase ao fim do dia e cheirava a maresia.
A neblina , como um véu, quase que ocultava o céu
onde a lua já espreitava, uma lua redondinha
que se espelhava no mar, que parecia de prata.
Entretanto anoiteceu, ficou escuro, não de breu,
mas o céu era estrelado. Eram milhões de estrelinhas.
Viu ao longe outras luzinhas,
eram luzes de uns barquinhos e também de um petroleiro.
Quando, enfim, amanheceu
pescadores lançavam redes para os peixes apanhar,
viu um navio cargueiro e um submarino a espreitar,
Ora afundava e subia, ora espreitava e fugia.

Viu saltar muitos golfinhos por sobre as águas do mar,
viu cardumes a nadar,
viu peixinhos pequeninos, outros grandes de pasmar.
O Sol estava muito quente, era quase meio dia,
foi dar a uma extensa praia que ele não conhecia.
Escaldava a areia ardente, nem uma brisa corria.
Mergulhou na água fria dum mar como nunca vira,
era ao mesmo tempo verde e também azul safira.
E quanto mais mergulhava mais bonito o mar ficava.
Eram peixes de mil cores, eram algas e corais,
tartarugas e anémonas, muitas outras coisas mais.
Viu um barco naufragado e com os mastros quebrados
a parecer um fantasma, de tal modo enferrujado.
Nele se prendiam algas
que mais faziam lembrar uns cabelos desgrenhados.
Pareceu-lhe ouvir um choro, talvez um triste lamento,
pensou que vinha do barco e tentou ficar atento.
Foi então que percebeu que o lamento era do mar,
que com uma voz sumida, parecia murmurar :
Aos poucos estão-me a matar com tanta poluição -
embarcações a motor, derrames de petroleiros,
causam-me fadiga e dor; sinto uma grande agonia.
Pescadores gananciosos, maldosos aventureiros
destroem bens preciosos e pescam em demasia.
Já há seres em extinção, há outros em mutação,
há corais já desbotados, há mares que estão tão salgados
que a vida já não existe: Por isso estou muito triste-
era o lamento do mar .
O menino entristeceu ao ouvir este lamento.
e tendo como testemunha o vento,
ali logo prometeu nunca poluir o mar.
Nuvens toldavam o céu por entre um sol hesitante
e eis que então apareceu um arco-íris gigante
feito de todas as cores.
Recomeçou a viagem sob uma cálida aragem
e sem um rumo a seguir ao vento se deixou ir.
Foi ter a um mar polar lá no Sul, bem nos confins.
Estava coberto de gelo. Tão bem este o protegia,
que muita vida o mar escondia.
Lá nos rochedos em volta gingavam os pinguins
e o menino a tiritar, todo cheio de tremores, resolveu dali zarpar.
No caminho viu baleias mas não encontrou sereias
de que o avô lhe falava, nas histórias sobre o mar.
A outras terras foi dar. Viu montes brancos ao sol.
Neve não podia ser pois era tanto o calor que a neve ia derreter.
Soube então que eram de sal que o sol retirou do mar
quando evaporou a água que em vapor foi para o ar.
De novo se fez ao mar e foi ter a um mar salgado
que continha tanto sal que não pôde mergulhar;
só conseguia boiar. Era um mar quase sem vida.
Lembrou-se então do lamento
que antes já ouvira ao mar e navegou contra o vento
até que a dado momento a tormenta se formou,
tão medonha era a tormenta que o menino se assustou.
O céu ficou cor de breu, raios cortavam o céu
e uns horrendos trovões ribombavam pelo ar.
Não soube onde foi parar. Valeu-lhe ter uma bússola
para assim se orientar.
Retomou de novo o rumo e com o sol mesmo a prumo
a uma ilha foi dar.
Foi então que sucedeu um estranho acontecimento.
Uns bizarros navegantes, que usavam estranhos turbantes,
contavam histórias esquisitas de mundos desconhecidos.
Eram histórias de piratas, de corsários destemidos,
histórias de especiarias, de ouro, de pedrarias,
de caravelas, de naus, e de monstros muito maus
que ao longo do mar espreitavam, causando muito terror.
Um era o Adamastor que afinal foi derrotado.
O menino, apavorado,
cheio de medo tremia enquanto as histórias ouvia.
Eram histórias de outra era, que lá na escola aprendera,
histórias de tempos distantes.
Mas que grande desatino. Estava confuso o menino
e começou a chorar.
Ao longe ouviu uma voz, que conhecia tão bem….
Parecia a voz da mãe que docemente o chamava.
Afinal onde é que estava? E aquela estranha gente?
Não percebeu de repente que tinha estado a sonhar.
Foi tudo imaginação
Afinal estava na praia, estava deitado no chão, onde o seu irmão João,
tentava os primeiros passos deixando na areia traços,
misturados com pegadas das gaivotas que pousavam
e logo a seguir voavam.
Marcas que a maré cheia mais tarde iria levar,
talvez esconder no mar.
Ainda um pouco estremunhado viu ali, bem a seu lado,
o balde azul, as forminhas, pedras e muitas conchinhas
que antes tivera juntado.
Veio-lhe à mente , então, que antes de adormecer
tinha pensado fazer uma grande construção.
No balde foi buscar água e começou a moldar
um castelo à beira-mar com uma torre e ameias,
tudo feita com as areias, conchas e muitas pedrinhas
que conseguira arranjar.
Vejamos a exploração de um excerto onde se faz referência a um submarino

Actividade
Como funciona um submarino?
O dispositivo que tens á tua frente é um ludião e ilustra a o funcionamento de um submarino
Observa como funciona.
Com o material de que dispões tenta construir um ludião.


(O material essencial é um frasco de vidro, um outro frasquinho de vidro pequenino, um pedaço de balão, um elástico, água)

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